Pontos marcantes das discussões sobre IA
A Inteligência Artificial é uma ferramenta cada vez mais abrangente e presente na vida das pessoas. Ela é extremamente controversa, visto que possui capacidade de fazer coisas maravilhosas, como também ser extremamente prejudicial. Os programas de IA, como o ChatGPT, operam coletando uma grande quantidade de dados, procurando padrões e conseguindo se tornar cada vez mais eficientes, gerando respostas estatisticamente prováveis. Eles são utilizados para cumprir - ou facilitar - funções originalmente humanas. Por esta razão, muitos questionam se as máquinas um dia serão capazes de substituir seres humanos.
A verdade é que essas ferramentas, mesmo sendo úteis, possuem diversas limitações. Apesar de terem a capacidade de armazenar infinitas informações e padrões e obterem respostas para qualquer pergunta em questão de segundos, elas se diferem na forma com que os seres humanos raciocinam. Elas não fazem mais do que isso: armazenar informações e reproduzir padrões. A Inteligência Artificial pode ser de extrema importância para diagnosticar doenças mais rapidamente, para programação de computadores ou para pesquisas, por exemplo. No entanto, quando se trata da vida humana, do imprevisível, da falta de lógica, de ações que não necessariamente obedecem a padrões, até porque somos seres profundamente complexos, as consequências da utilização de tais ferramentas podem conter malefícios. Isso ocorre pois hoje em dia o IA tem tomado conta de tarefas como processos seletivos de vagas de emprego ou até "dirigir" carros sem motorista. Erros em situações como essas podem resultar em impactos permanentes e significativos na vida de muitas pessoas.
No âmbito da ciência da linguística e da filosofia, os programas de IA demonstram um raciocínio totalmente diferente do modo como os humanos pensam e utilizam da linguagem. Como eles utilizam de padrões para oferecer respostas, isso resulta em uma falta de diversidade na linguagem, dialetos locais e costumes de povos diversos. Se essa padronização começar a ganhar mais espaço, ou seja, se os programas passarem a ser usados de maneira desequilibrada, o resultado será uma sociedade homogênea e culturalmente pobre.
A Inteligência artificial peca pois reproduz o que "aprende", sendo incapaz de distinguir o possível do impossível, lidando com probabilidades que mudam ao longo do tempo. Entretanto, no meio científico, teorias prováveis não são o mais importante, mas sim, explicações, com a capacidade de pensar em coisas improváveis. Outro fator importante é que o IA, essencialmente, não possui senso moral, e o seu desafio é encontrar o equilíbrio entre gerar resultados amplos e criativos mas que sejam moralmente aceitos. Isto vai depender também do criador da ferramenta, que como um ser imperfeito é capaz de criar programas que carreguem preconceitos e dessa forma afirmar a exclusão de minorias.
Por fim, essas ferramentas acabam por obter uma indiferença moral, sem assumir uma posição sobre qualquer assunto e sempre oferecer respostas padrão. Dessa forma, é valido afirmar que a Inteligência Artificial está longe de substituir o homem, e pode-se dizer que nunca vai. No entanto, diante de um mundo onde as tecnologias são aprimoradas muito rapidamente, o IA estará cada vez mais presente e é preciso ter equilíbrio. Ele pode ser usada como aliada para facilitar tarefas mas nunca tirar do ser humano o pensamento livre, criatividade e complexidade, sua identificação cultural e sua identidade.


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